domingo, 12 de junho de 2011

A nova idade do trabalho

(Silvânia Oliveira e Tainara Medina)


No auge de sua maturidade, profissionais retornam ao mercado de trabalho depois da aposentadoria. Fazem parte de um grupo em ascensão no país, com perspectivas que vão além da experiência de mercado. Manter o trabalhador por mais tempo no mercado de trabalho é o desafio para o Brasil nos próximos anos, já que o envelhecimento da população é a realidade social do país.


O número de idosos no Brasil triplicou nos últimos 50 anos. De 2001 a 2007, houve um crescimento de 43% no número de empregados acima de 60 anos no País, enquanto a população idosa cresceu ao todo 30%. Os fatores que levam a população da terceira idade a procurar emprego vão desde a ocupação de tempo até a complementação da renda familiar. Algumas vezes, no entanto, a necessidade por profissional capacitado é que faz com que as empresas procurem contratar profissionais acima dos 60.


A psicóloga e recrutadora, Rosiane de Paula Santos, afirma que o perfil de pessoas mais “maduras” está em alta nas grandes empresas. “Depois de se aposentar, a pessoa com mais de 60 anos acaba voltando para trabalhar. Esse panoranama se deve pelo fato de estes profissionais terem experiência e, também, sabedoria para construir um relacionamento interpessoal”, pontua Rosiane. É o caso do técnico de agronomia, Waldir Silva, 58, que foi contratado pela Prefeitura de Belo Horizonte após se aposentar. “Me aposentei muito novo. Ficar parado fazendo o quê? Há, também, a necessidade financeira. Pensei em montar um negócio próprio, mas achei melhor continuar como empregado. Pra mim foi melhor”, afirmou.




Entraves para contratação


A falta de atualização ainda é um obstáculo às contratações pelas empresas. A informática ainda é uma barreira para as pessoas com mais de 60 anos. Segundo a recrutadora Rosiane, há muitas vagas para serem preenchidas. “As pessoas não podem parar no tempo. Atualmente, o que impede as pessoas acima dos 60 a ingressar no mercado é a falta de atualização. Várias instituições já percebem o interesse desse grupo e direcionam cursos de capacitação específica a ele”, conclui a psicóloga.


Há, também, quem já se familiarizou com a tecnologia e a utiliza. João Ávila Filho, 68, é economista e é concursado, isso desde que se aposentou. Ele não sente dificuldades em mexer com informática e, inclusive, adora Chat´s para obter conhecimento acerca do que acontece em outros lugares. “Comprei meu smarthfone. Nele, eu acesso a internet, faço de tudo. Tem até as redes sociais, para trocar idéia com muita gente”, se entusiasma o economista.





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