domingo, 12 de junho de 2011

A nova idade do trabalho

(Silvânia Oliveira e Tainara Medina)


No auge de sua maturidade, profissionais retornam ao mercado de trabalho depois da aposentadoria. Fazem parte de um grupo em ascensão no país, com perspectivas que vão além da experiência de mercado. Manter o trabalhador por mais tempo no mercado de trabalho é o desafio para o Brasil nos próximos anos, já que o envelhecimento da população é a realidade social do país.


O número de idosos no Brasil triplicou nos últimos 50 anos. De 2001 a 2007, houve um crescimento de 43% no número de empregados acima de 60 anos no País, enquanto a população idosa cresceu ao todo 30%. Os fatores que levam a população da terceira idade a procurar emprego vão desde a ocupação de tempo até a complementação da renda familiar. Algumas vezes, no entanto, a necessidade por profissional capacitado é que faz com que as empresas procurem contratar profissionais acima dos 60.


A psicóloga e recrutadora, Rosiane de Paula Santos, afirma que o perfil de pessoas mais “maduras” está em alta nas grandes empresas. “Depois de se aposentar, a pessoa com mais de 60 anos acaba voltando para trabalhar. Esse panoranama se deve pelo fato de estes profissionais terem experiência e, também, sabedoria para construir um relacionamento interpessoal”, pontua Rosiane. É o caso do técnico de agronomia, Waldir Silva, 58, que foi contratado pela Prefeitura de Belo Horizonte após se aposentar. “Me aposentei muito novo. Ficar parado fazendo o quê? Há, também, a necessidade financeira. Pensei em montar um negócio próprio, mas achei melhor continuar como empregado. Pra mim foi melhor”, afirmou.




Entraves para contratação


A falta de atualização ainda é um obstáculo às contratações pelas empresas. A informática ainda é uma barreira para as pessoas com mais de 60 anos. Segundo a recrutadora Rosiane, há muitas vagas para serem preenchidas. “As pessoas não podem parar no tempo. Atualmente, o que impede as pessoas acima dos 60 a ingressar no mercado é a falta de atualização. Várias instituições já percebem o interesse desse grupo e direcionam cursos de capacitação específica a ele”, conclui a psicóloga.


Há, também, quem já se familiarizou com a tecnologia e a utiliza. João Ávila Filho, 68, é economista e é concursado, isso desde que se aposentou. Ele não sente dificuldades em mexer com informática e, inclusive, adora Chat´s para obter conhecimento acerca do que acontece em outros lugares. “Comprei meu smarthfone. Nele, eu acesso a internet, faço de tudo. Tem até as redes sociais, para trocar idéia com muita gente”, se entusiasma o economista.





sábado, 11 de junho de 2011

Vida longa ao esporte

Por Danilo Gomes



Palavras cruzadas, damas, xadrez, bocha, entre outros, são sempre associadas a passatempos de quem tem mais de 60 anos. Só que uma nova perspectiva está transformando a vida dessas pessoas. Cada vez mais, elas buscam algo que mexa, literalmente, com seu corpo e  mente.  Para isso estão encontrando no esporte um meio de não só se divertirem, mas também criar novas amizades e cuidar da saúde. A nova geração de pessoas que passaram dos 60 anos vem substituindo o cansaço pela disposição, o isolamento social por novas amizades, e a nostalgia por planos futuros.
             Marta Cândido da Silva, 61 anos. Ela começou a sua aventura na natação há nove anos. Como a maioria das pessoas de sua idade, começou a praticar esportes por motivos de saúde e, ao ser aconselhada por seu médico a praticar alguma atividade física, começou a nadar. O início foi muito difícil. Afinal, superar todas as dores que pessoas de sua faixa etária estão acostumadas a sentir não é lá uma tarefa simples. Com certeza já não possui aquele rigor físico de anos atrás. Entretanto, os esforços e a empolgação empregados durante os treinamentos são iguais ou maiores até do que aquela época.
A guerreira, como era chamada por aqueles que acompanhavam de perto sua dedicação, conseguiu superar todos os obstáculos até se tornar membro das equipes de natação das academias Mergulho e Águas Azuis, esta última onde treina atualmente. O medo que tinha de água no começo das aulas se transformou em medalhas. E não são poucas. Em cinco anos na equipe ela conquistou 12 medalhas. Também recebeu propostas para integrar outras equipes de natação como a do Atlético Mineiro. Marta não pretende parar tão cedo e coloca a saúde em primeiro lugar. “O esporte é muito bom. Apesar da minha idade, minha glicose e colesterol estão dentro dos parâmetros. Não sou uma pessoa obesa e isso tudo ajuda para a minha saúde”, diz ela,  revelando o segredo para se estar tão bem aos 61 anos.


O professor de Educação Física, Leonardo Elias de Oliveira Machado, 21 anos, ressalta os benefícios do esporte nessa faixa etária quanto a atividades cardiovasculares e resistência física, melhorando assim a qualidade de vida. Ele também alerta para os excessos, podendo ocorrer lesões da vários tipos com mais facilidade.

Marta com as medalhas que conquistou em seus anos como competidor

Pesquisa feita pela National Institute on Aging (NIH) em Bethesda, no estado de Maryland, Estados Unidos, mostra que um estilo de vida sedentário pode fazer com que os idosos tenham perdas em quatro áreas importantes para sua saúde e independência: força, equilíbrio, flexibilidade e resistência. Os  exercícios físicos, sugerem os pesquisadores ajudam os idosos a manter ou restaurar parcialmente essas quatro áreas.
Envelhecer não significa que a pessoa perca a habilidade de fazer tarefas diárias. Exercícios físicos ajudam os idosos a sentirem-se melhores e aproveitar mais a vida, incluindo aqueles que se acham muito velhos ou fora de forma. Melhorar a força e resistência torna mais fácil subir escadas e carregar coisas. A melhoria no equilíbrio ajuda a prevenir quedas. Ficar mais flexível pode acelerar a recuperação de lesões e, se fizerem dos exercícios físicos parte da sua rotina diária, eles terão impacto positivo nas sua qualidade de vida à medida que envelhece.
Esse é o caso do aposentado João Gomes, com 60 anos completados em janeiro. Ele mantém regularmente a corrida diária que começou há um ano. Após vários anos sem praticar um exercício físico sequer e com 20 quilos acima do peso ideal – há um ano pesava 120 kg -, João decidiu que era hora de deixar o sedentarismo de lado e cuidar da saúde e, principalmente, da forma.
E assim começou a sua saga. No início, de maneira tímida, com a caminhada, pois primeiro era preciso pegar um ritmo. Afinal de contas, ninguém se torna um Usain Bolt, (atleta jamaicano campeão de atletismo), de uma hora para outra. Com o aumento gradativo do percurso e da velocidade, João hoje consegue correr até 6 quilômetros  de uma vez, o que é muito para uma pessoa do seu porte físico. Hoje ele pesa 110 quilos. Tem como meta ficar abaixo dos 100 quilos e disputar a Volta Internacional da Pampulha.
João conta que está muito feliz com seu progresso e que isso só aconteceu por causa da família e das amizades que fez durante a prática do esporte. “Conheci muitas pessoas durante as corridas que a gente acaba treinando junto, é um esporte ajuda muito na interação social. Não estamos mortos e ainda temos muito a viver”, ressalta.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Prática de Esportes na melhor idade

 A prática regular de esportes retarda o envellhecimento e mantem a qualidade de vida na melhor idade.


 Por Evaldo Bruno e Mauro Filho


Já é sabido de longa data que o esporte é de fundamental importância para as pessoas de todas as idades. Ganhos em todos os setores da vida são percebidos. A longevidade está entre os benefícios mais desejados por quem faz alguma atividade física, retardando ou até eliminando os efeitos de doenças de grande parte das pessoas acima de 60 anos, fase da vida conhecida como terceira idade, ou melhor idade.



Segundo dados do IBGE, a população de pessoas de 60 anos ou mais cresceu 47,8% na última década, um crescimento bastante superior aos 21,6% da população brasileira total no mesmo período. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, esse aumento se deve, principalmente, à menor taxa de mortalidade em função dos avanços da medicina, dos meios de comunicação e também a maior qualidade de vida proporcionada pela prática de esportes.



Cada esporte exige mais ou menos do ponto de vista físico e de coordenação motora, além de casos específicos que interferem no desenvolvimento da atividade, quando o praticante tenha dificuldades de movimentação, por exemplo. “Alguns indivíduos podem correr e outros não, em função de problemas articulares (artrite, artrose), mecânicos (tipo de pisada ou posição dos joelhos, problemas de coluna, perda ou diminuição da visão e também diminuição do equilíbrio). Recomenda-se complementar a corrida com alongamentos, exercícios localizados e musculação.”, afirma o professor de Educação Física, Renato Dutra.



Fazer uma avaliação médica é importante, e a partir de 40 anos os exames devem ser feitos uma vez ao ano, para o controle de doenças hereditárias como as do coração, pressão arterial, além de problemas relacionados à velhice e sedentarismo como os problemas hormonais, achatamento dos discos epifisários da coluna, inflamações e osteoporose.



Depois de todos os exames feitos, a orientação de um profissional de Educação Física deve ser procurada, pois é ele quem transformará os dados dos exames em uma série adequada de exercícios para cada condição apresentada. Pesquisas realizadas pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostram que a condução nervosa declina apenas 10 a 15%, aos 80 anos, enquanto o débito cardíaco (volume de sangue por minuto) declina entre 20 a 30% e a capacidade respiratória máxima, aos 80 anos, é cerca de 40% menor, em comparação com indivíduos de 20 anos. Assim, os treinos e as exigências físicas não podem ser iguais para todos. "É preciso um programa adequado para que o corpo possa estar em atividade e obter resultado positivo para a saúde", afirma o professor.



A mesma pesquisa realizada pela Universidade americana durante 12 semanas, com homens sadios na faixa de 60 a 72 anos, obtiveram resultados animadores. Por exemplo, o aumento da força muscular, no exercício de flexão de joelhos,  foi de 107% e no exercício de extensão dos joelhos, o aumento foi de 227%. Este estudo comprova que um programa regular de exercícios resistidos pode aumentar a massa muscular em idosos.

Com o aprimoramento da força muscular, os idosos também ficam menos expostos a lesões e acidentes domésticos, sendo um grande incentivo ao envelhecimento saudável e  importante indicador de um aumento na qualidade de vida.

VELHO ROCK

Por Diego Santiago e Manuela Marques




Cinquentões provam que não existe idade para curtir boas músicas. O velho rock and roll é duradouro porque além de se desenvolver ao longo dos anos ainda se espalhou por outras gerações...

"I Can't Get No Satisfaction…". Quando escutamos o trecho dessa música dos Rolling Stones nos lembramos dos áureos anos 70. Afinal, esse período marcou o rock como um dos estilos musicais mais conhecidos no Brasil e no mundo, além de influenciar a vida, a moda, as atitudes e a linguagem da época. Mas se enganam as pessoas que acreditam que esse tempo ficou para trás. Aqueles que já estão na casa dos enta (40, 50, 60, 70, 80...) ainda curtem a adrenalina causada pelo som potente das bandas, dos solos de guitarra e é claro, a uma boa pitada de atitude.

Prova disso, é o Rock in Rio 2011, um dos maiores eventos de música e entretenimento do mundo que esse ano traz grandes astros maduros como os Guns n’ Roses, Mutantes e Erasmo Carlos. E essa lista não é encabeçada apenas por nomes famosos. Tio Plinio, 52, Thibau, 48, e Ruy, 52, (o último é constantemente confundido com o também roqueiro Lobão), são nomes conhecidos pela galera mineira que gosta de rock.
Eles curtem um som "feroz" e não se intimidam em carregar meio século de paixão pela música e nem têm medo de mostrar a cara e o estilo. Quando questionados sobre os ídolos do rock, os três respondem com nomes consagrados que fizeram sucesso nos anos 70 e 80: Bill Haley, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Kiss, Motorhead, Deep Purple, Creedence, Rolling Stones, ufaaaaa! A lista é infinita.



Plínio Ribeiro Campos, mais conhecido como Tio Plínio no mundo musical, tem duas profissões: trabalha em uma empresa de cobrança e há duas décadas lidera a banda de rock Shadow of the Mountains (A Sombra das Montanhas). Ele é guitarrista e compositor, se apresenta duas vezes no mês, já tem cinco CDs gravados e mais de 500 músicas compostas.

O amor pelo rock vem de longa data. Tio Plínio tinha apenas oito anos quando começou a ouvir o som eletrizante. De lá para cá o ritmo passou a fazer parte da sua vida intensamente. “O rock faz uma higiene mental, sem contar que é uma deliciosa desculpa para encontrar os amigos e expor idéias. Quem sabe daqui a 1000 anos as pessoas entendam minhas letras”, disse Plínio de maneira descontraída.

OUTRO TEMPO



Cabelão? Rebeldia e roupas pretas? Esqueça esse estereótipo. Isso já fez parte da vida de Ricardo Munayer David (verdadeiro nome de Thibau), mas hoje as coisas são um pouco diferentes... Roqueiros costumam ouvir um tipo de música agitada e com o volume alto, mas ele escutava Pavarotti no dia da entrevista (ok, na verdade era o pai que ouvia, mas Thibau se diz eclético). Produtor musical e empresário nos anos 80, fundou junto com o irmão a banda Overdose e depois o Elétrika. “Fomos uma das primeiras bandas metal a ser criada. Em BH se você perguntasse quem era o roqueiro as pessoas com certeza iriam responder: o Thibau”, gaba-se.

Ele conheceu o rock em 74 e foram os primos que lhe apresentaram o ritmo quando voltaram do exterior. Mas foi após assistir ao show da banda Van Halen em São Paulo, que Thibau realmente passou a viver o rock. “Comecei a ficar viciado em comprar vinil, a estudar mais o estilo e assumi o cabelão”, lembra aos risos. O produtor conta que o rock and roll não era bem visto pelos pais de muitos jovens. “Existia muito preconceito, a família pirava com os filhos roqueiros”, disse.

Para Thibau a melhor época do rock já passou. “Atualmente não vejo bandas interessantes surgindo no Brasil”, dispara. É com ironia - diga-se de passagem, característica comum a quase todo roqueiro - que ele responde quando questionado sobre as novas bandas que aparecem. “O que faz sucesso hoje é o hardcore melódico como os Restart da vida. Daqui dois anos um cara que é fã dessa banda vai ter vergonha de reafirmar isso”, provoca.



Ruy Montenegro tinha apenas16 anos quando comprou sua primeira bateria. Depois disso nunca mais parou de se aventurar pelo mundo do rock. Já faz 20 anos que ele integra a banda cover do Creedence fazendo o que mais gosta: estar no palco. Técnico em química, hoje o baterista vive da música. Sua banda faz em média 60 apresentações durante todo o ano e roda o Brasil inteiro.

Para Ruy esse estilo não representa apenas um som legal, mas uma filosofia que nasceu para questionar o mundo. “O rock tem um poder cultural e social que é transformador. Na década de 70 foi responsável por importantes movimentos como o Punk, o Hippie e o movimento feminista”, ressalta. Ele afirma que as bandas mais antigas marcaram e continuam presentes no cenário musical porque os trabalhos se perpetuam pela competência que foi aplicada. “Essa é a chave do sucesso”, garante.

Além da irreverência e originalidade serem características que definem os três roqueiros, a qualidade do velho rock é outro ponto que os une. “As décadas de 60 e 70trouxeram todas as melodias presentes no rock que hoje tem seus arranjos copiados”, alfineta Plínio. Para eles o som atual já não tem o mesmo balanço de antigamente.

Os cinquentões sentem nostalgia apenas quando se trata do passado. “Sentimos muita saudade daquela época. Éramos inocentes e queríamos apenas curtir”, disse Thibau. Ele acrescenta que essa inocência se perdeu e com isso o olhar também mudou. “Hoje vejo a maldade, há anos atrás as bandas tinham um companheirismo, o movimento era mais unido e rolava amor”, relembra.

A boa música parece realmente não ter um tempo delimitado. Bastam bandas atuais regravarem antigos sucessos com novas roupagens para elas estourarem novamente. Estamos em pleno século XXI e as antigas melodias voltam às paradas de sucesso nas rádios, casas de show e boates por todo o país. “Suspicious Mind (Elvis Presley), Satisfaction I Can’t Get No (Rolling Stones) e If (grupo Bread)”, são alguns exemplos, dentre tantos outros. Com isso, os mais jovens passam a conhecer o famoso rock and roll e os mais experientes revivem momentos marcantes de um passado que agora parece mais próximo. Atualmente eles estão NO AUGE da vida e podem até estar envelhecendo… Mas como dizia Neil Young em uma de suas canções: "Hey hey, my my Rock and roll can never die… Ou se preferir em bom português: meu rock and roll pode nunca morrer.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Três cinquentões do rock

Por Diego Santiago e Manuela Marques































Tio Plínio, Thibau e Ruy são fãs do velho rock. Para eles as décadas de 60 e 70 foram inesquecíveis, tanto que os três continuam curtindo bandas memoráveis daquele tempo! Músicas antigas que marcaram época ficarão para sempre na lista top 10 desses roqueiros.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Maturidade na informática

Por: Carlos Muller e Dayane Steffane
 Eles  não se enquadram no estereótipo de vovôs nem de velhinhos, aqui eles tem vez e voz ativa. É assim que muitos idosos se sentem no curso de maturidade oferecido pela faculdade Estacio de Sá,  o objetivo do programa é proporcionar bem estar , cultura, lazer e relacionamento interpessoal para esta pessoas maduras que já batalharam toda uma vida e ainda tem sede de conhecimento.

São lecionados cursos como: Informática e Língua Estrangeira (Inglês, Francês ou Espanhol), Psicologia, temas filosóficos, História e Cultura Mineira, História da Arte, Música Popular Brasileira, Pintura, Danças, tai-chi-chuan, produtos Artesanais, Teatro, Coral dentre outros.Os cursos são oferecidos no turno da tarde, nestas horas o Campus da Faculdade fica inteiramente livre para este grande grupo de pessoas.

Acompanhamos o curso de informática com o professor David, na sala de aula verificamos que haviam alunos de diferentes faixas etárias de idade entre 60 e 80 anos. O silêncio, concentração, atenção e expectativa foram ingredientes que não faltaram para classe.

Mas é claro que em alguns momentos o professor David brincava com a turma a fim de que a descontração quebrasse um pouco do clima sério. Outro ponto é que mesmo sendo mais novo que os alunos o professor apropriou-se de eficientes ferramentas ditáticas fazendo com que o conteúdo ficasse um pouco mais leve, o que facilita a compreensão.   

A empolgação da turma com o conteúdo ministrado era visível, mesmo que as vezes as dúvidas surgiam e as dificuldades em lhe dar com uma máquina tão complexa e ao mesmo tempo tão acessível .
 E para quem pensa que eles ainda estão na fase de conhecer  mouse e teclado,  estão enganados, os espertos e interessados alunos já estão fazendo donwload. Na aula de hoje eles aprenderam algumas técnicas de Adobe Photoshop, isso mesmo, eles já estão manipulando fotografias.

Enfim nos sentimos muito a vontade perto deles, em um mundo totalmente diferente, e sabe qual a sensação que eles passam? De que nunca é tarde para começar.        

BANDA ELETRIKA

Por Manuela Marques e Diego Santiago

A banda Eletrika fez muito sucesso com a musica "TO SEM GRANA". O hit fez parte da trilha sonora da novela Uga Uga da Rede Globo. E como relembrar e viver... tudo bem nos sabemos que se trata de um cliche. Rs... Escute ai!




Alzheimer

LEMBRAR DE NÃO ESQUECER

Por Andreza Cruz e Deysiane Marques

Apesar do som estrangeiro e da escrita complicada, a maioria das pessoas conhecem a palavra Alzheimer e sabem que o termo está ligado ao esquecimento. Muitos têm um avô, avó, ou conhecem alguém idoso que sofre do problema, mas será que isso só ocorre na terceira idade? E você? Não costuma esquecer coisas simples e corriqueiras, como por exemplo, que dia é hoje ou o nome de alguém próximo?

Alzheimer é uma doença, mas várias expressões são utilizadas para se referir a ela. Mal de Alzheimer foi o primeiro termo usado em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que usou seu sobrenome para batizar a descoberta médica. Já a palavra distúrbio, frequentemente utilizada, serve para falar de tudo que não está funcionando muito bem. Quando se diz “distúrbio de memória”, não é especificamente o Alzheimer. Existem outros tipos de esquecimento, como os causados por muito cansaço e stress, geralmente momentâneos.


MUITAS CAUSAS E UMA CONSEQUÊNCIA

A Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de Minas Gerais, Cláudia Caciquinho Vieira de Souza, é médica há dez anos e geriatra hásete. Segundo ela, o Alzheimer é uma doença que causa muito pavor nas pessoas porque os sintomas são expressivos em dois aspectos: prejudicam a capacidade metal e tornam o doente dependente de outras pessoas.

Cláudia Caciquinho em seu consultório.

O que causa o desenvolvimento de Alzheimer ainda não foi descoberto, mas sabe-se que o fator genético deve ser levado em conta. “Quem tem histórico familiar, acaba tendo uma tendência maior a desenvolver essa doença. Mas não é uma coisa assim: meu pai teve, eu vou ter. Isso é só um fator a mais”, explica a Geriatra. Cláudia ainda contou que existem outros aspectos que pré-dispõem um quadro de Alzheimer, como alterações de glicose, pressão e colesterol, distúrbios psiquiátricos e depressão. Mas é importante ressaltar que essas características não são determinantes. Uma pessoa pode ter tudo isso e não desenvolver o mal.

As pessoas que acumulam diversas tarefas em seu dia a dia estão sempre exaustas. Esse cansaço extremo pode ser o início de uma série de ações prejudiciais para seu organismo. Veja como acontece:

A fadiga desencadeia o stress;

O stress gera uma redução da atenção;

A redução da atenção causa uma menor fixação de informações.

Além de ficar esquecido, o estressado tem mais facilidade de desenvolver depressão e ansiedade, e como conseqüência pode iniciar uma perda progressiva de lembranças e até uma doença emocional. Nesses casos é muito importante um diagnóstico médico para verificar se existe necessidade de tratamento.

Cláudia Caciquinho explicou que em de todas as idades pode-se ter distúrbios de memória, inclusive os adolescentes, que quase sempre são muito ansiosos. Já a doença de Alzheimer é mais comum em pessoas de idade bastante avançada, mas há casos de portadores com 40 anos. Até os 50, as pessoas são consideradas jovens para sofrer do mal, e nesses casos a doença é mais grave porque a morte das células cerebrais é mais rápida, fazendo com que os sintomas progridam em processo acelerado. Nos mais velhos, a evolução é mais lenta.

É POSSÍVEL PREVENIR

A boa notícia é que existe prevenção para os distúrbios de memória, inclusive para o Mal de Alzheimer. Quanto maior o nível de atividade mental, maior é a proteção contra depressão e envelhecimento frágil. A perda da memória é a morte precoce de células cerebrais, então quem estimula o funcionamento dos neurônios e suas ligações, está mais protegido contra o esquecimento porque mantêm maior número de células ativas.

Você já ouviu falar que só utilizamos cerca de 10% do nosso cérebro? De acordo com a médica especialista em geriatria, isso é verdade. “Se eu sou mais intelectualizado, se eu faço mais atividades mentais, se sou mais ativo, eu tenho mais células desenvolvidas e então eu funciono com mais de 10%. Quando as células começarem a morrer, no processo natural de envelhecimento, eu vou ter uma reserva maior de neurônios funcionando e as manifestações da velhice vão aparecer muito mais tarde. Se por outro lado eu não exercito meu cérebro, não estimulo essas conexões de neurônios, eu tenho menos de 10%. Tenho poucos funcionando e quando começarem a morrer, os sintomas vão aparecer logo”, reforça.

Outro fator importante para a prevenção é a prática de exercícios físicos porque eles melhoram a circulação e oxigenação do cérebro, estimula a vitalidade de todos os órgãos, além de trazer sensação de bem estar. Isso tudo gera a manutenção de capacidade ativa por mais tempo.

UM OMBRO AMIGO

Quando a suspeita de doença é confirmada, todas as perguntas vêm à tona. Os familiares começam a se questionar se saberão lidar com a situação. Cuidar de alguém com a memória comprometida não é uma tarefa simples. Nesses momentos, sentir-se desamparado é normal.

Por isso, além do acompanhamento médico constante para o doente, é necessária uma ajuda psicológica para toda a família. É o que a terapeuta familiar formada na Inglaterra, Judy Robbe faz há 25 anos. O seu grupo de apoio, Harmonia de Viver, tem como objetivo dar suporte ao cuidador da pessoa com distúrbio de memória, auxiliando filhos, irmãos e parentes em geral a aprender a arte da convivência diária e como se portar diante dos desafios que da doença como o estranhamento diante do espelho e a mudança de personalidade.

Judy já auxiliou centenas de famílias desde a criação do grupo em 1986. As seções são em formato de roda, onde cada um conta sua experiência e troca informações. O Harmonia de Viver não tem base religiosa, política e nem faz menção a medicamentos. As conversas giram apenas em torno do comportamento dos pacientes e sobre como contornar algumas situações.

Apesar das reuniões serem focadas nos familiares, Juddy Robbe contou que uma pessoa com Alzheimer participa ativamente das reuniões relatando o outro lado da história, auxiliando a compreensão de todos. A terapeuta também explicou que não existe tempo determinado de "tratamento" para cada familiar. As pessoas participam das rodas de conversas enquanto se sentem confortadas com as seções e não têm a obrigação de voltar. Não é um processo passo a passo. “Tem gente que vem uma vez e não volta mais porque percebe que o caso que ele lida é muito mais simples do que imaginava. Outros continuam até depois do falecimento do ente querido”, afirmou ela. Para obter mais informações entre no site www.harmoniadeviver.net.br .

A terapeuta familiar Judy Robbe.

AVANÇOS NA MEDICINA

Atualmente não existe cura para o mal de Alzheimer, apenas tratamentos que amenizam os sintomas, mas que não detêm o avanço. A Conferência Internacional sobre novas descobertas do cérebro, que aconteceu no dia primeiro de junho no Panamá, trouxe aos doentes e familiares uma dose de esperança. Segundo o cientista japonês Kiminobu Sugaya, dentro de cinco a seis anos haverá uma droga eficaz para o mal. Além de desenvolver o medicamento, os cientistas estão à procura do gene responsável pelo Alzheimer, para que seja diagnosticado e tratado precocemente.

SIMPLES E ÚTIL

Se os dias acelerados do século XXI têm deixado muita gente estressada o jeito é ficar ligado nas falhas de memória e procurar um médico a qualquer sinal mais grave, independente da idade. Outra coisa importante é por a mente para funcionar sempre. Alguns exercícios simples podem te ajudar a estimular o funcionamento do seu cérebro. Combine com familiares e amigos de fazerem perguntas inesperadas entre si de vez em quando. “Que dia é hoje?” e “qual o meu nome?”, são algumas sugestões. As respostas sempre devem ser dadas o mais rápido possível.

Outra boa alternativa é usar lápis e papel. Desenhe um círculo e dentro dele enumere de um a cinco, próximo às bordas, de maneira ágil. Depois tente fazer o mesmo, mas anotando os números de forma regressiva. Essa prática incentiva as habilidades lógicas. Caso a enumeração saia de maneira confusa e incorreta, repita o teste. Se os erros persistirem por várias vezes, procure um especialista para fazer avaliação clínica. Se você cumprir seu teste com êxito, excelente! Guarde-o e vá praticar um esporte, ou quem sabe fazer algumas contas, que tal escrever um poema? Jogos de tabuleiro? Passear com o cachorro, ler o jornal, dançar, fazer um curso línguas, artes marciais... UFA! São muitas as opções. O que não vale é esquecer de se prevenir.


Alzheimer na ficção: A doença é retratada por alguns atores nacionais e internacionais que tentam mostrar um pouco da realidade da patologia.

O filme argentino- O filho da noiva

Documentário com a participação da atriz Laura Cardoso.

Mãe da personagem principal da série Grey's anatomy tem Alzheimer precoce

Atividades físicas, o limite é o céu

por Guilherme Ludwig

Caminhada, natação, hidroginástica, musculação, alongamento e corrida estão entre as modalidades mais procuradas por quem decide adotar hábitos saudáveis. Atualmente, as atividades físicas vêm se tornando cada vez mais presentes num mundo onde os problemas com sedentarismo e obesidade atingiram índices preocupantes, sobretudo nas áreas urbanas. Mas ainda há quem diga que a prática de esportes é um privilégio restrito aos jovens. Os esforços musculares e o condicionamento físico são os principais motivos apontados para tentar justificar a distância entre as pessoas com idade avançada e as atividades físicas.

Na verdade, não é bem assim que funciona. Pesquisas recentes apontam inúmeros benefícios para quem pratica exercícios na melhor idade. E as vantagens são tantas, que superam qualquer desculpa, por mais criativa que seja. Fortalecimento dos músculos e dos ossos, prevenção de doenças cardiovasculares, diabete, artrite e depressão, são apenas alguns exemplos.

foto: Guilherme Ludwig
Maria Augusta não gosta de ficar parada. Praticante de Lian Gong há dois anos, cita o impacto das atividades físicas em sua vida. "Gosto de praticar diversos exercícios, como caminhada e ginástica. Minha respiração melhorou e não sinto mais dores pelo corpo. Aqui no grupo de Lian Gong, aumentei meu círculo social e estou muito satisfeita com isso. Os benefícios são físicos e emocionais", comemora.

Desenvolvido há mais de 40 anos na China pelo médico ortopedista Dr. Zhuang Yuan Ming, o Lian Gong em 18 terapias é um eficiente método para prevenir e tratar dores no corpo, problemas nas articulações e outros sintomas decorrentes da ociosidade. A prática consiste na execução de uma série de 18 exercícios que trabalham todas as partes do corpo.

Assista a partes de uma sessão de exercícios:


As melhorias na qualidade de vida dos praticantes da ginástica terapêutica não se limitam a saúde. Instrutora de Lian Gong há dois anos, Santa Souza de Jesus conta que além do aumento da disposição física dos participantes, o índice de socialização e construção de novas amizades entre eles é alto. “Aqueles que são mais tímidos e retraídos acabam se soltando com o tempo. Também já fizemos vários passeios para a Praça da Liberdade, Palácio das Artes e outros pontos da cidade. Estamos sempre buscando coisas novas, somos um grupo muito unido. Isso melhora a disposição emocional de todos, que se mostram cada vez mais felizes”, conclui.

Dona Cassilda, explica que o convívio no grupo de Lian Gong no bairro São Geraldo aproxima os moradores da comunidade. “Antes conhecia muitas pessoas só de vista, apenas cumprimentava. Agora estamos mais próximos e construímos uma boa amizade. Ficamos muito unidos”, conclui. Maria José concorda com a amiga. “Essas atividades ajudam a nos aproximar mais. Não nos separamos, sempre fazemos encontros, festas e passeios juntos. São amizades que ficarão por anos”, afirma.

Confira outros trechos do depoimento:


Existem inúmeras academias oferecendo todo tipo de atividade física por preços acessíveis. Há algumas que desenvolvem programas exclusivos para a terceira idade, com profissionais especializados no assunto. O Lian Gong foi implantado pelo governo municipal em mais de 150 centros de saúde pela cidade, e para participar, basta procurar um grupo e se tornar um adepto da prática, gratuitamente. O importante, seja qual for a fase da vida em que vivemos, é não ficar parado.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Foto: Arquivo Francesco De Mingo

Roteiros aconchegantes para curtir o inverno

Foto: Arquivo Francesco de Mingo









ROTEIROS ACONCHEGANTES PARA CURTIR O INVERNO


Terceira idade em busca de melhor qualidade de vida



Antônio Helvécio Mateus



Com a chegada do inverno, muitos casais escolhem esta época do ano para viajar e aproveitar um pouco da vida curtindo lugares que lhes proporcionem conforto, paz e segurança. Isso vale também para aqueles que já passaram dos 50 ou 60 anos.


De acordo com o diretor comercial da agência de viagens Alfatur, Vanderci Fonseca, com a melhora da economia brasileira e o aumento da renda, as pessoas procuram mais sua empresa para se informar e, se possível, já adquirir pacotes de viagens e aproveitar as estações do ano longe de sua cidade de origem. Ele afirma que, quanto mais maduras, mais as pessoas têm interesse em saber quais são os melhores destinos, os valores dos pacotes, a distância e como são as acomodações das pousadas e hotéis dos locais pretendidos.


Fonseca destaca que as pessoas mais maduras são as que mais compram os pacotes turísticos disponíveis em sua agência. Os lugares preferidos para o inverno são quase que sempre as cidades montanhosas e de clima mais frio.


Uma cidade que ganha destaque na hora da escolha para compras de pacotes no período de inverno é Gramado. Localizada na Serra Gaúcha, no Sul do Brasil, a cidade foi fundada por imigrantes alemães e italianos. Gramado tem 31 mil habitantes e está a 115 quilômetros da capital Porto Alegre. A arquitetura e a culinária da cidade mostram claramente suas raízes européias: 90% da economia local são baseadas no turismo, o que se reflete na hospitalidade de seus habitantes que são perfeitos anfitriões. A cidade é famosa pelo clima frio e gostoso, tempo propício para comer fondue e tomar um bom vinho.


Outra cidade que chama atenção dos turistas pela beleza natural e clima frio é Ouro Preto. Localizada a 100 km de Belo Horizonte, possui pousadas confortáveis, sem contar os inúmeros restaurantes onde os turistas podem conhecer e apreciar a deliciosa comida mineira. Um dos pontos fortes da cidade é o subir e descer as ladeiras estreitas, onde se pode apreciar a beleza da arquitetura da época do Brasil colonial e saber mais sobre as histórias da Inconfidência Mineira.


Uma cidade que também se tornou grade opção para os turistas é Campos do Jordão, que fica a 135 km de São Paulo. A cidade acabou tornando-se símbolo turístico para aqueles que gostam de apreciar uma boa mesa, fazer passeios de carruagem, caminhar a dois ou em turmas, e ainda aproveitar as ótimas acomodações dos hotéis e pousadas que oferecem aos turistas todo o conforto possível.


Mas, se o seu negócio é fugir dos lugares de clima mais frio, aqui vai uma dica para você sair da rotina e curtir o inverno a bordo de um transatlântico, viajando pela costa brasileira. O italiano aposentado Francesco De Mingo, 69 anos, que tem no currículo diversas viagens ao redor do mundo, é quem dá as dicas àquelas pessoas que não gostam de curtir a estação de inverno em terra.


Segundo ele, os transatlânticos são verdadeiros hotéis 5 estrelas, ou melhor, são resorts que oferecem lazer completo para pessoas de todas as idades. Possuem atividades do início da manhã até a noite, quando são apresentados shows ao vivo e oferecidos jantares festivos com comidas de todos os tipos. O ideal, segundo Francesco, é procurar comprar pacotes turísticos quando lançados, pois assim pode-se aproveitar preços mais baixos, bem como escolher as melhores cabines.


Para Francesco, uma das grandes vantagens de viajar por um cruzeiro marítimo é o fato das pessoas não precisarem andar muito para encontrarem o conforto que procuram. Entre estes confortos, pode-se citar as ótimas acomodações, alimentação a disposição durante todo o tempo, elevadores para ir às piscinas, academias, shows e restaurantes. Isso além de apreciar cidades e ilhas por onde os navios passam e param para que os turistas possam visitar as cidades.












Gramado-RS. Ouro Preto-MG. Campos do Jordão-SP

O quê? Quem? Como?

Quanto você sabe sobre Alzheimer?

Andreza Cruz e Deysiane Marques.


Saiba que exercitar o cérebro é uma ótima forma de prevenção.

Em breve uma matéria que irá esclarecer suas dúvidas.
A médica especialista em geriatra e gerontologia Cláudia Pacheco Caciquinho Vieira dará uma entrevista exclusiva a Revista No Auge sobre o distúrbio e outras doenças do esquecimento.

Enquanto isso ponha seu cérebro para trabalhar fazendo quebra-cabeças:
http://jigzone.com/

Rock and roll

Por Diego Santiago e Manuela Marques

Ele tinha apenas 08 anos quando começou a curtir rock and roll. Hoje, com 52, ainda é amante desse estilo eletrizante. A batida ainda pulsa na veia e Tio Plínio se transforma quando pega sua guitarra. Para ele essa é uma excelente desculpa para encontrar os amigos, tocar boa música com direito a parada obrigatória para um cafezinho(cervejas e cigarrros).
Na construção da nossa matéria para a revista NO AUGE, conhecemos algumas "figuras" e agora vamos apresentá-los à vocês...



foto: Manuela Marques


O instrumento que é a paixão de Tio Plínio



foto: Diego Santiago




Ensaio da banda A Sombra das Montanhas


ou se preferir Shadow of the Mountains

Mais do que o vento levou...

Por: Alan Vasconcelos


Fãs de cinema clássico comentam a participação de grandes atores no sucesso de bilheterias “Grande Hotel”

“Grande Hotel... as pessoas vêm e vão, e nunca acontece nada" esta é a frase que inicia e encerra a produção “Grande Hotel” de 1932, considerada por muitos uma afirmação irônica, devida à quantidade de situações ocorridas no hotel que vão desde romances, assaltos e até mesmo uma morte acidental. A película é baseada na peça teatral "Menschen im Hotel", de autoria de Vicki Baum, que relatava suas próprias experiências como camareira em dois hotéis de Berlin no pós-guerra.


O estilo narrativo do filme que coloca vários personagens não relacionados em um só cenário seguindo várias linhas de narração tornou-se popular e foi tanto reutilizado em outros filmes, que anos mais tarde ficou conhecido como a fórmula "Grande Hotel". O estúdio MGM apostou em um elenco de peso que incluía uma série de nomes famosos da época, como John Barrymore, Greta Garbo, Joan Crawford, Wallace Beery, Lewis Stone e Jean Hersholt. A produção foi dirigida por Edmund Goulding.




No enredo Garbo vive o papel da dançarina Grusinskaya, que após desilusões amorosas e desacreditada no amor, encontra-se sem rumo em sua vida, mas situação que vem a mudar ao conhecer o falido Barão Felix von Geigern (John Barrymore), que por sua vez acabara de se tornar amigo de Otto Kringelein (Lionel Barrymore), um senhor à beira da morte. Kringelein decide passar seus últimos dias no luxo do hotel onde está hospedado seu odiado patrão, Preysing (Wallace Beery), rico empresário que conta com os serviços da surpreendente taquígrafa Flaemmchen (Joan Crawford).


Helena Alves, 57, administradora por profissão e cinéfila por opção como gosta de dizer, ressalta que as qualidades da produção hollywoodiana marcada por uma história de encontros e desencontros. “Não tem como desgrudar os olhos durante o filme, embora seja uma produção de décadas atrás, a plasticidade e interpretação dos atores compensa qualquer inferioridade técnica nos dias de hoje.” Jorge Lima, 63, engenheiro e também cinéfilo de carteirinha, destaca a atuação de belas atrizes. “Elas (Greta Garbo e Joan Crawford) possuem uma expressão forte no olhar, nem precisavam fazer caras e bocas para atuar. Serem atrizes era um dom natural para as duas, que além do mais eram belíssimas.”




Jorge relembra ainda a celebre frase de Garbo: "Eu quero ficar sozinha, eu só quero ficar sozinha", fala esta que veio definir toda a sua vida e carreira. John Barrymore para Helena e para muitos críticos de cinema, foi um dos dois melhores parceiros em cena de Garbo na história do cinema. Comenta-se que os dois tiveram um romance na época do filme.




Coadjuvantes e não menos importantes, o excêntrico Otto Kringelein de Lionel Barrymore e a taquígrafa Flaemmchen de Joan Crawford possuem papéis cruciais durante o desenrolar e final da película, mas que aqui não serão citados atendendo aos pedidos dos nossos dois entrevistados, fãs do clássico “Grande Hotel” que deixam a dica de um filme que vale a pena assistir. Nas palavras de Helena: “Porque de clássicos há muito mais do que o vento levou...”.