A prática regular de esportes retarda o envellhecimento e mantem a qualidade de vida na melhor idade.
Por Evaldo Bruno e Mauro Filho
Já é sabido de longa data que o esporte é de fundamental importância para as pessoas de todas as idades. Ganhos em todos os setores da vida são percebidos. A longevidade está entre os benefícios mais desejados por quem faz alguma atividade física, retardando ou até eliminando os efeitos de doenças de grande parte das pessoas acima de 60 anos, fase da vida conhecida como terceira idade, ou melhor idade.
Segundo dados do IBGE, a população de pessoas de 60 anos ou mais cresceu 47,8% na última década, um crescimento bastante superior aos 21,6% da população brasileira total no mesmo período. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, esse aumento se deve, principalmente, à menor taxa de mortalidade em função dos avanços da medicina, dos meios de comunicação e também a maior qualidade de vida proporcionada pela prática de esportes.
Cada esporte exige mais ou menos do ponto de vista físico e de coordenação motora, além de casos específicos que interferem no desenvolvimento da atividade, quando o praticante tenha dificuldades de movimentação, por exemplo. “Alguns indivíduos podem correr e outros não, em função de problemas articulares (artrite, artrose), mecânicos (tipo de pisada ou posição dos joelhos, problemas de coluna, perda ou diminuição da visão e também diminuição do equilíbrio). Recomenda-se complementar a corrida com alongamentos, exercícios localizados e musculação.”, afirma o professor de Educação Física, Renato Dutra.
Fazer uma avaliação médica é importante, e a partir de 40 anos os exames devem ser feitos uma vez ao ano, para o controle de doenças hereditárias como as do coração, pressão arterial, além de problemas relacionados à velhice e sedentarismo como os problemas hormonais, achatamento dos discos epifisários da coluna, inflamações e osteoporose.
Depois de todos os exames feitos, a orientação de um profissional de Educação Física deve ser procurada, pois é ele quem transformará os dados dos exames em uma série adequada de exercícios para cada condição apresentada. Pesquisas realizadas pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostram que a condução nervosa declina apenas 10 a 15%, aos 80 anos, enquanto o débito cardíaco (volume de sangue por minuto) declina entre 20 a 30% e a capacidade respiratória máxima, aos 80 anos, é cerca de 40% menor, em comparação com indivíduos de 20 anos. Assim, os treinos e as exigências físicas não podem ser iguais para todos. "É preciso um programa adequado para que o corpo possa estar em atividade e obter resultado positivo para a saúde", afirma o professor.
A mesma pesquisa realizada pela Universidade americana durante 12 semanas, com homens sadios na faixa de 60 a 72 anos, obtiveram resultados animadores. Por exemplo, o aumento da força muscular, no exercício de flexão de joelhos, foi de 107% e no exercício de extensão dos joelhos, o aumento foi de 227%. Este estudo comprova que um programa regular de exercícios resistidos pode aumentar a massa muscular em idosos.
Com o aprimoramento da força muscular, os idosos também ficam menos expostos a lesões e acidentes domésticos, sendo um grande incentivo ao envelhecimento saudável e importante indicador de um aumento na qualidade de vida.




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