quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mais do que o vento levou...

Por: Alan Vasconcelos


Fãs de cinema clássico comentam a participação de grandes atores no sucesso de bilheterias “Grande Hotel”

“Grande Hotel... as pessoas vêm e vão, e nunca acontece nada" esta é a frase que inicia e encerra a produção “Grande Hotel” de 1932, considerada por muitos uma afirmação irônica, devida à quantidade de situações ocorridas no hotel que vão desde romances, assaltos e até mesmo uma morte acidental. A película é baseada na peça teatral "Menschen im Hotel", de autoria de Vicki Baum, que relatava suas próprias experiências como camareira em dois hotéis de Berlin no pós-guerra.


O estilo narrativo do filme que coloca vários personagens não relacionados em um só cenário seguindo várias linhas de narração tornou-se popular e foi tanto reutilizado em outros filmes, que anos mais tarde ficou conhecido como a fórmula "Grande Hotel". O estúdio MGM apostou em um elenco de peso que incluía uma série de nomes famosos da época, como John Barrymore, Greta Garbo, Joan Crawford, Wallace Beery, Lewis Stone e Jean Hersholt. A produção foi dirigida por Edmund Goulding.




No enredo Garbo vive o papel da dançarina Grusinskaya, que após desilusões amorosas e desacreditada no amor, encontra-se sem rumo em sua vida, mas situação que vem a mudar ao conhecer o falido Barão Felix von Geigern (John Barrymore), que por sua vez acabara de se tornar amigo de Otto Kringelein (Lionel Barrymore), um senhor à beira da morte. Kringelein decide passar seus últimos dias no luxo do hotel onde está hospedado seu odiado patrão, Preysing (Wallace Beery), rico empresário que conta com os serviços da surpreendente taquígrafa Flaemmchen (Joan Crawford).


Helena Alves, 57, administradora por profissão e cinéfila por opção como gosta de dizer, ressalta que as qualidades da produção hollywoodiana marcada por uma história de encontros e desencontros. “Não tem como desgrudar os olhos durante o filme, embora seja uma produção de décadas atrás, a plasticidade e interpretação dos atores compensa qualquer inferioridade técnica nos dias de hoje.” Jorge Lima, 63, engenheiro e também cinéfilo de carteirinha, destaca a atuação de belas atrizes. “Elas (Greta Garbo e Joan Crawford) possuem uma expressão forte no olhar, nem precisavam fazer caras e bocas para atuar. Serem atrizes era um dom natural para as duas, que além do mais eram belíssimas.”




Jorge relembra ainda a celebre frase de Garbo: "Eu quero ficar sozinha, eu só quero ficar sozinha", fala esta que veio definir toda a sua vida e carreira. John Barrymore para Helena e para muitos críticos de cinema, foi um dos dois melhores parceiros em cena de Garbo na história do cinema. Comenta-se que os dois tiveram um romance na época do filme.




Coadjuvantes e não menos importantes, o excêntrico Otto Kringelein de Lionel Barrymore e a taquígrafa Flaemmchen de Joan Crawford possuem papéis cruciais durante o desenrolar e final da película, mas que aqui não serão citados atendendo aos pedidos dos nossos dois entrevistados, fãs do clássico “Grande Hotel” que deixam a dica de um filme que vale a pena assistir. Nas palavras de Helena: “Porque de clássicos há muito mais do que o vento levou...”.

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